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14/02/09

"A todos...

 

A todos trato muito bem
sou cordial, educada, quase sensata,
mas nada me dá mais prazer
do que ser persona non grata
expulsa do paraíso
uma mulher sem juízo, que não se comove
com nada
cruel e refinada
que não merece ir pro céu, uma vilã de novela
mas bela, e até mesmo culta
estranha, com tantos amigos
e amada, bem vestida e respeitada
aqui entre nós
melhor que ser boazinha é não poder ser imitada."

 

(Martha Medeiros)

 

Como hoje eu provavelmente não terei cabeça para pensar em nada, muito menos que valha a pena postar (e responsabilizo a noite de sexta-feira por isso), vou de Martha Medeiros. Adoro este texto... Deixo vocês em excelente companhia, e agora, vou dormir mais um pouquinho.

 

P.S.: Um excelente final de semana à todos. E façam exatamente tudo o que eu faria!!! rs.


Escrito por Manu às 09h41
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13/02/09

Olhos fechados por alguns instantes, ela estava com medo. Era a primeira vez dela e ele ainda não tinha se preocupado em acalmá-la. "Que ótimo", pensou, "Se eu podia escolher devia ter escolhido ao menos um homem mais atencioso". Até aquele momento eles mal se falaram e ela já começa a se arrepender de tudo aquilo. "Isso que dá ouvir os amigos", se queixou, afinal, foram eles que insistiram para que ela estivesse ali, diziam que ela já estava velha demais para não saber como era aquilo. Mas será que precisava mesmo pagar alguém pra isso? "Vai ser melhor, porque se você for com um de nós, que você já conhece, vai ficar sem jeito e pode não aprender direito", disse um de seus amigos.

 

Segundos anuais se passaram até que ele se levantou e veio em direção à ela, sem muita pressa. Ela estava sentada, esperando, como ele mandou, coração acelerado, um pouco ofegante, era tudo muito novo e tudo o que ela sabia era por ter visto outros fazerem. Ele veio, fechou a porta, se acomodou por ali e avisou "Vamos começar. Tudo bem pra você?". "Tudo, mas estou com medo, sabe... nervosa". "Não se preocupe, qualquer coisa que você fizer de errado eu falo pra você, e vou te ensinar tudo é só você me ouvir e fazer."

 

E começaram. Ela, totalmente sem jeito, precisou que ele intervisse algumas vezes no início, mas depois se soltou. "Até que dirigir não assim tão difícil...", pensou ela depois que sua primeira aula, então, acabou.


Escrito por Manu às 06h13
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12/02/09

Ele é um filho da put* (acho eu que literalmente). Não tem modos, é um estúpido, me trata como se eu fosse uma qualquer (tudo bem que quando mais nova eu fui, mas...). Quando eu falo ele sequer olha na minha cara, presta mais atenção na TV do que em mim. Será que eu estou chata? Será que eu fiquei burra? Estou desinteressante? Feia? Ruim de papo? Ruim de boca? Algum motivo tem que ter. Tudo bem que ele nunca foi dos mais educados, muito menos dos mais românticos, nunca mandou flores ou recitou um poema, o máximo que fez por mim foi me comprar uns maços de cigarro e me pagar a viagem de ida (engraçado que ele pagou, realmente, só a passagem de ida...) para umas férias na casa de minha mãe. E se eu ameaço falar sobre a tal situação ele logo se altera, e eu, choro. E ele fica lá, me olhando com aquela cara de desinteresse, levanta e quando eu penso que é pra me arrumar um lenço ou me dar um beijinho, vai para o outro lado e busca uma bebida, quem nem é pra mim diga-se de passagem. Grosso, sem coração! Não me consolar eu até aceito, mas me negar uma bebida?

 

Homem assim é uma desgraça. Bom de fod*, tem a pegada e uma conversinha mole que quando você se dá conta, já era. Me ganhou, despertou (a Amélia) o que queria de mim, me prometeu coisas bonitinhas de casalzinho e depois entrou nessa de me ignorar. Me trocou pelo futebol aos finais de semana, e durante a semana pela hora extra no escritório (segundo ele eu ando comprando demais). Acho eu que me trocou mesmo foi pela colega (put*) de trabalho. Nem sei. Mas também não quero saber, porque se eu sei vou ter que mostrar que sei e tomar uma atitude, ainda mais se ele fica sabendo que eu sei. Melhor então é não saber de nada. Agora está lá, na cama, me chamando. Nessa hora fica manso e até ameaça uns carinhos. É safo, e eu otária. Nas primeiras palavrinhas doces já vou cedendo e fico (nua) numa boa de novo.

 

O pior de tudo é que gosto dele. Canalha, vagabundo. Eu gosto dele. Safado.

 

É isso. Sem mais perguntas, acabei de perceber... Nem chata nem desinteressante, se estou com um homem como este só pode ter acontecido uma coisa, eu definitivamente fiquei burra.


Escrito por Manu às 12h10
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11/02/09

A dor de cabeça não passa. Tomei um remédio, fechei as cortinas do quarto, me deitei na cama e... nada. É o sono que não vem, é essa maldita dor que não vai, e como se não bastasse, agora, é o coração que não se aguenta. Não há motivos, pode ser pelo dia ruim, improdutivo, enfadonho, ou talvez seja só um daqueles dias em que a gente simplesmente não está bem e que por mais que você se esforce não há nada que faça mudar. Nem bem de corpo, nem bem de alma. Pode ser qualquer coisa, mas o mais certo, é que nem seja nada. O que estou sentindo é mais do que uma dor na cabeça, é uma dor de "não sei o quê", que machuca "não sei onde", sem origem certa, sem nome dado. E me diz como se trata o que você nem sabe o que é.

 

Tudo o que eu menos queria hoje era estar aqui, em casa, sozinha. E são nesses dias que eu sinto mais a sua falta, mas, já nem sei se é falta de você ou do que você era e fazia por mim. Você tinha, e acho que ainda tem, inúmeros defeitos, mas sempre que eu precisava, você estava aqui. Me ouvia, me dava carinho, acompanhava meu silêncio e não questionava se eu chegasse a chorar, porque você sabia, não era preciso questionar. Em um dia como este, se estivéssemos juntos, se você estivesse aqui, estaríamos na cama agora, eu deitaria sobre o seu peito e te daria um abraço apertado enquanto você me afagaria os cabelos e diria que me ama. Simples assim.

 

Talvez a saudade tenha antecedido essa dor, ou talvez, fragilizada pela dor a saudade tenha se apoderado. Saudades de ter alguém com quem contar de verdade, que seja mais que sexo, farras, risadas, que goste de mim quando eu estiver triste também, quando quiser colo, quando precisar mais de um amigo do que de qualquer outra coisa. 

 

Hoje eu bem que preciso de um pouco de silêncio, mas, tudo o que eu não preciso é de solidão.

 

Detesto tudo isso. Detesto ficar triste, e mais, detesto essa carência de mulherzinha.

Vou voltar pra cama.


Escrito por Manu às 20h20
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“Não vá pensando que sou seu...”


Escrito por Manu às 11h06
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10/02/09

Só um comentário...

  

 

Vendo Brasil x Itália (sim, gosto de futebol e sim, eu entendo perfeitamente o que, como e/ou porque acontece um impedimento!!), e só para constar:

 

 

 

QUERO MORAR NA ITÁLIA.


Escrito por Manu às 19h34
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Ele tinha quarenta e poucos anos, era casado, dois filhos adolescentes e uma vida que parecia perfeita. Alto, louro, olhos verdes, pele clara, era exatamente o oposto do que a atraia, exceto pela idade (maturidade, experiência). Um homem nesta idade sempre a atraiu mais do que qualquer outro, pelo jeito singular como olha uma mulher quando a deseja, o jeito como fala, por ser seguro do que quer e saber exatamente o que fazer pra conseguir.

 

A primeira vez que se viram ela estava entrando na academia do prédio e ele saindo. Com as roupas que ela usava foi impossível ele não olhar para ela, e ela, apesar de nem conhecê-lo, gostou daquilo, não por ele, mas porque gostava de sentir os olhares de desejo dos homens sobre ela. Ele morava no prédio há pouco tempo, em um dos últimos andares e por isso, às vezes, se encontravam no elevador. Algumas vezes ele estava com a esposa ou com os filhos, foi quando ela percebeu que era casado, mas por vezes ela o encontrou sozinho, e eram nestas ocasiões que ele nem tentava esconder como olhava para ela. Observava cada detalhe, sua boca, seu colo, seios, pernas, parecia querer adivinhar como ela era por baixo daquela roupa, chegava a deixá-la sem jeito, não pelos olhares, mas pela idéia de ser um homem casado, e ela, mesmo não sendo nenhuma santa, nunca ficara, até então, com um homem nessa condição. Isso, com certeza, a impediu de olhar para ele durante aquele tempo que ficaram juntos ali, mas ao sair, vendo-o se despedir com uma piscada de olhos e um sorriso gostoso não resistiu e acabou retribuindo, sorriu e o olhou deixando transparecer exatamente o que sentira naquele momento. Estar perto dele mexia demais com ela, a excitava, a fazia pensar em coisas que aumentavam ainda mais o desejo que já sentia por ele. Naquele dia, pelos quatro andares que desceram juntos, ela imaginou como seria gostoso se ele a pegasse ali mesmo naquele elevador, sem falar nada, subisse sua saia e a penetrasse com força, com pressa, matando aquele enorme desejo que sentiam um pelo outro. Aquela idéia a enlouqueceu, e tudo o que mais queria era senti-lo dentro dela, gozando, saciando o desejo que ele alimentava. Aquilo era proibido, e quanto mais ela pensava nisso, mais se excitava. E foi após imaginar tudo isso que ela se despediu dele, e era impossível que ele não tenha notado o que fizera com ela.

 

Naquele dia, depois que voltou pra casa, não segurou a vontade e se deliciou pensando nele, um homem gostoso, sedutor, que a fazia delirar só por habitar seus pensamentos. Imaginou como seria se ele estivesse ali, como ela adoraria dar à ele muito prazer, como seria senti-lo pesando sobre ela, a dominando do jeito que ela tanto gostava. Sentiu vontade de que acontecesse, quis se esquecer das convenções e se render ao prazer que ansiava com ele. Afinal, ela sabia, que se deixasse, se permitisse que ele se aproximasse um passo que fosse, certamente iria acontecer...


Escrito por Manu às 18h09
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09/02/09

A história deles começou como uma brincadeira, destas que qualquer um com mais de 15 anos sabe brincar. Ele, que estava no auge de sua adolescência inconsequente, não se importava com quase nada, a não ser em encontrar as melhores baladas, as mais belas mulheres e uma quantidade infindável de bebida. Já ela, alguns meses mais jovem que ele, era um exemplar genuíno da mulher-sonhadora-iludida, daquelas que busca um príncipe encantado, viver em um castelo cor-de-rosa, ter filhos lindos e uma babá bastante paciente. Lógico que ele percebeu como ela era, mas não se importou, era bonita e (supostamente) boa de papo, e isso, por hora, já bastava. A noite não foi das melhores, mas também foi suficientemente boa para que pudesse ser repetida, tanto que, quando a encontrou por acaso (ao menos, foi o que ele acreditou) na mesma semana em um bar, acabaram juntos de novo. Desta vez ele deu à ela seu telefone e msn, ela fez o mesmo, e com a desculpa de que esqueceu um de seus brincos na casa dele (clássica) o ligou, aproveitou o ensejo e já rebanhou a conversa de modo que, por fim, ele acabasse a convidando para sair. E assim foi. Ou melhor, e assim foram, já que depois sairam muitas outras vezes.

 

Não demorou para que ele percebesse o rumo que as coisas estavam tomando. A moça já se sentia bastante à vontade na casa dele, por lá queria dormir todas as noites, já começava a ganhar a simpatia da sogra de gênio difícil, e o pior, começava a implicar com o (sagrado) jogo de futebol e os excessos (sagrados) diante do videogame. Foi ai que ele resolveu ter uma conversa séria com ela. Tentou fazê-la entender, embora medindo as palavras para não magoá-la, que ele não (queria dormir com a mesma mulher toda noite, muito menos uma que não o deixasse jogar videogame) era a pessoa certa para ela se apaixonar. Falou, falou, bem mais do que um homem costuma falar (o que por si só já devia fazê-la entender que o papo era realmente sério). Pediu que não esperasse muito dele, que não fizesse planos, que aproveitassem os (à partir de agora poucos, raros, raríssimos) momentos que passariam juntos, e justificou que não era preciso ser diferente, afinal, o que eles tinham de melhor era o sexo, então pra que mais. Ao final perguntou se ela havia entendido, e ela, com cara de mulher-compreensiva-desencanada, disse que sim.

 

Em casa, depois de ligar para umas cinco amigas, chorar, tomar sorvete direto no pote e ver um filme depressivo, ela concluiu (por si mesma) que tudo não passava de medo. Sim, medo. Ele tinha medo de se relacionar, só podia ser, possivelmente por algum trauma, algo a ver com a mãe, com certeza. Diante disso, decidiu que deveria usar outros artifícios para conquistar aquele que, acreditava ela, era o homem de sua vida. Como o bom adolescente que era, ele não resistia quando ela ligava e falava umas palavrinhas mágicas ao seu ouvido, e assim, ainda saíam com uma certa frequência. Foi em uma dessas saídas que ela resolveu envolver alguém que não tinha nada a ver com a conversa na história dos dois, ou seja, engravidou. E antes mesmo de confirmar o fato deu a ele a feliz (pra ela) e revoltante (pra ele) notícia. Jovem, solteiro e com a possibilidade de ainda conhecer inúmeras mulheres, passou do susto à revolta em segundos, e por instantes se recusou em aceitar (assumir) o futuro rebento. Depois de pensar muito sobre o assunto, e de ter uma conversa esclarecedora com seu sogro (do tipo que termina com "então, meu rapaz, se eu fosse você tinha um pouco mais de amor a vida..."), resolveu entrar para o grupo dos homens sérios, assumir a (filha da put*) moça e o filho, e se casar.

 

Hoje, anos depois do casamento, ainda moram juntos, embora a felicidade não tenha durado para sempre como ambos (ela) esperavam, e a história deles continua exatamente como começou, como uma brincadeira. A diferença é que agora, enquanto ela passa os dias brincando de casinha, ele brinca de médico com as menininhas por ai.


Escrito por Manu às 22h39
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08/02/09

 A música é deliciosa, a voz é incrível... melhor jeito de terminar um domingo, com música de fossa.

 

Pena a Amy ter surtado, né não?


Escrito por Manu às 22h27
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