BRASIL, Mulher, 26 anos
Você é lindo, meu querido, mas é meio estúpido. Fala tanta bobagem, não tem assunto, reclama sem parar, mas quando me come me diz tanta sacanagem que, juro, estou tremendo aqui só de pensar. Aliás, uma pena que seu forte não seja pensar, meu lindo, mas sem crise, eu aceito, não é problema eu dou meu jeito, afinal, como uma boa mulher, com o tempo aprendi a fina arte de ouvir apenas o que eu quiser.
E essa roupa, me diz? Short azul e blusa verde, não faz assim, amor, não pode. Depois ainda pergunta por que quando saio não te levo comigo. Mas, lindo, vou explicar o que para os meus amigos? Podia até te ajudar com isso, dar presentinhos e melhorar esse teu tipo, te deixaria chique mas e ai? É só abrir a boca e pronto, já me decepciona, fala tanta besteira que me assusta, e não posso com isso, meu bem, sou uma moça culta. Nunca te disse, nem você conseguiu perceber, que estou contigo porque é bom de cama e fazia tempo que alguém não me dava tanto prazer. Você é delicioso, benzinho, não nego e nem poderia, me entrego fácil pra você. A gente estava indo tão bem, nada de papo e muita fod*, só que agora, vem você me cobrar mais que isso. Se eu pudesse eu te dava, amor, mas eu não posso. Se contenta vai? Nada de compromisso.
Gostoso! Que boca é essa, que língua é essa, o que é tudo isso que você tem e faz, meu bem?! Esse corpo perfeito de homem feito, esse cheiro que nem sei direito como definir, cheiro de macho, eu acho. Nossa, olha só como eu fico aqui? Sei lá o que você faz, meu rapaz, mas seja o que for só você é capaz de fazer. Nosso negócio é na cama, e mais que isso seria me pedir demais. Chega de papo? Você não é bom nisso e além do mais não estou adepta, então, usa essa sua boca safada pra fazer o que eu tanto gosto e me deixa feliz, não inventa. Me pega daquele jeito, meu bem, vem com vontade, me coloca contra a parede, não me dá tempo, me sufoca, me invade. Você assim é tão perfeito, amorzinho, e te quero tanto perdendo o juízo, pulsando dentro de mim, me fazendo gemer e me tirando a pouca consciência que eu devo ter.
Não me cobra nada, te amo do meu jeito, meu bem, e mesmo que você não entenda, eu sou sua, e de mais ninguém.
A culpa é sua mãe, foi você quem disse "filha, mexe com casar não, vai estudar", lembra? Então... aqui estou eu, estudando feito uma condenada, morrendo de sono, mentalmente cansada e as vésperas de "pedir pra sair". Esses últimos dias não estão sendo fáceis, e por isso ando distante do blog. Meus momentos em casa se resumem a leitura de artigos, preparo de apresentações e aulas, muito café e coca-cola. Não saí nenhuma noite esta semana, fiz as contas e estou há quase 96 horas sem beber algo alcoólico (nossa, igualzinho falam no AA, hein?!) e isso me estressa ainda mais. E pra piorar tudo não peguei ninguém, muito menos me pegaram (o que eu particularmente acho mais divertido), afinal, só tenho ido à aquela porr* daquela filha da put* de universidade (que isso gente? olha o nível, Manu, você não é assim... viu que não posso ficar sem sexo e bebida?). Estou mal humorada (certeza que você ainda não tinha percebido), afinal, pior que estudar dia e noite é não ter ninguém com quem eu possa dar... dar... dar um tempo no cansaço.
Já falei que não quero mais brincar disso. Estava aqui pensando no plano B, de virar uma puta profissional e me arranjar com algum moço por ai. Tem também o plano C, em que viro hippie e me mudo para alguma cidade do Nordeste para vender brincos feitos com cascas, penas, metais, pedras. No plano B vai ser fod* (literalmente), porque pensando aqui, acho que não daria certo, isso de misturar negócios com prazer não sei não, e depender de homem pra pagar minhas contas não faz muito meu gênero também. Quanto ao plano C ainda não consegui ver os pontos negativos, então, se a partir de amanhã não houverem mais posts pode saber que devo estar em alguma praia por ai, talvez Salvador, ou quem sabe Fortaleza, tomando tequila, quer dizer, água de coco, e fazendo coisinhas (todo tipo de coisinhas?) para sobreviver.
Não faz sentido o que estou falando, não é? Melhor parar. Tá bom, parei. Prometo posts melhores depois.
P.S.: Mãe, sei que você (graças a Deus) não lê esse blog, mas desculpe te culpar, ta? Você é boazinha, mesmo achando que eu não tenho mais jeito. Amo. Fato.
Sabe o que é cinética enzimática? Não? Que bom, fico feliz por você. Embora eu já esteja a dois dias INTEIROS tendo aulas sobre isso, se te consola, mesmo assim, eu também não sei direito o que é, ou melhor, ACHO que sei o que é, mas não faço a mínima idéia de como e onde vou usar essa pouca informação armazenada no meu humilde cérebro. E olha que ainda não acabou, a disciplina será dada durante toda esta semana, resta saber como EU estarei ao final desta (quem puder, favor mandar um questionário com perguntas básicas, tipo 2 + 2 = x, para que eu avalie o nível de destruição cerebral ao final da próxima sexta-feira). Sei não se consigo me recuperar, talvez levem semanas, meses, anos... É perfeitamente possível que não consiga mais formular frases, textos, talvez as postagens neste blog fiquem seriamente prejudicadas.
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(Te assustei? Porque eu estou assustada... rs).
É aquela história: a pessoa errada no lugar errado... então, pessoa errada: Manu, lugar errado: aula de cinética enzimática. Se antes era apenas uma hipótese agora é oficial, não gosto dessa pós-graduação! Não quero mais brincar de aulas estranhas ou de projetos complexos. Nesse momento só consigo ouvir uma voz aqui dentro da minha cabeça dizendo "Pede pra sair, Manu. Pede pra sair!!!!"
Pronto, desabafei. Acho que estou melhor agora. Vou voltar para a aula.
"Diazinho" digno de uma segunda-feira... Mas agora, vou para academia cuidar do corpo e... dos olhos. Sim, dos olhos! Vamos?
Todos me enxergam, mas nenhum consegue, ou quer, realmente me ver.
Simples assim.
Indo um pouco além do sexo, das drogas e do rock'n roll... (volume 2)
Acordei eram quase duas da tarde, tomei um banho e me deitei novamente, desta vez no sofá da sala. Dor de cabeça, um leve (leve?) mal estar, e mesmo assim, sabe-se lá porque, comecei a pensar na vida, não que eu normalmente não pense (nem só de sexo, infelizmente, vivo eu), mas é impressionante como "viajo" quando estou de ressaca... rs. Mais uma vez me questionei o porque de estarmos aqui, se temos alguma missão, algum objetivo subliminar na vida, se realmente eu precisava ter bebido tanto ontem (não, isso eu não pensei, mas pensarei a respeito antes do próximo sábado). Enfim, me veio a cabeça essas tais “questões existenciais”, sabe? Algumas das perguntas sem respostas que deixam a vida mais interessante.
Pra mim, cada um vem nessa vida em busca de alguma coisa, e cada um traz consigo a herança do passado e as cicatrizes de batalhas ganhas e também perdidas. Somos formados por erros e acertos, e moldados de acordo com nossa capacidade. O que de fato é eterno volta, mas com o peso de uma nova responsabilidade, porque cada vez que voltamos é uma chance a menos que temos. A cada nova chance ganhamos experiência, mas perdemos mais uma de nossas fichas, e o pior é que não sabemos quando será o nosso último jogo.
Ao contrário do corpo, que envelhece com o passar dos anos, nossa alma envelhece com o passar das vidas, mas pode ser um envelhecer diferente, positivo, dependendo de cada um. Talvez alguns aproveitem melhor suas oportunidades do que outros, e à estes pode ser que fiquem reservadas as melhores lembranças, os melhores sentimentos e a certeza do dever cumprido. E aos outros talvez reste o eterno vazio de quem viveu sem nunca viver.
Cada um, a sua maneira, deve descobrir o que lhe falta. Descobrir porque veio, mesmo se, ao contrário de mim, acreditar que esta é sua primeira e única chance de estar aqui. Seria por algo? Seria por alguém? Algumas pessoas vem atrás de outras, que as vezes ainda nem sabem quem são. Outras vem atrás de respostas, de ações, de vencer medos, de perdoar, de ser perdoado. O motivo não importa, o que importa é que algum motivo há, e no fundo, todos sabemos qual é. Nos cabe abrir os olhos e ver o que há dentro de nós mesmos, ou vai me dizer que você acredita que não há consequências e que tudo se resume a isso aqui?
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Tá vendo? Eu de ressaca não fico normal... Fato.
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Vinho?