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04/04/09

Ela ainda dormia quando sentiu sua língua a penetrando. Tomada de imediato pelo tesão, sequer teve tempo de se assustar com aquilo. Sentiu-se umedecendo por dentro, já que por fora era ele quem se encarregava de fazê-lo. Passava a língua devagar, mas com pressão, às vezes chupava e enfiava dentro dela um, dois dedos, deixando-os molhados para depois colocá-los por trás, deixando-a doida. Ele dificilmente tirava os olhos do rosto dela, como quem assiste a um delicioso monólogo de frases soltas, de palavras safadas, de suspiros e gemidos de desejo.

 

Quando ela estava prestes a gozar disse a ele, e o ouviu pedir que não. Se colocou sobre ela e disse baixinho ao seu ouvido “Quero te sentir gozando comigo dentro de você”. A voz rouca e grave dele, a língua em sua orelha, em seu pescoço, as mordidas de leve, foi difícil para ela não ceder. Veio em direção a sua boca e a beijou ao mesmo tempo em que a penetrava de uma só vez. O gemido intenso dela foi abafado pelo beijo, demorado, molhado, um beijo com o gosto dela ainda intenso na boca dele. Cavalgava sobre ela, tirando e colocando tudo de uma só vez enquanto ela o apertava. Suas unhas nas costas dele deixavam marcas sempre que ele a comia com força, e já sem resistir anunciou à ele que ia gozar. Ele, já na vontade de também fazê-lo, o fez junto com ela, dentro dela, enchendo-a com seu gozo denso e quente.

 

Ali ficaram alguns segundos, ele sobre ela, abraçados. Quando ela decidiu se levantar e caminhar pelo quarto, ele pode ver o líquido que escorria por entre suas pernas. Naquele momento a quis de novo, a seguiu e recomeçaram ali mesmo, só que destas vez ele a colocou de quatro, dessa vez, ele a queria por trás...

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Escrito por Manu às 15h39
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03/04/09

Queria saber, qual é o seu problema? Eu aqui, te dando o meu melhor (mesmo sem estarmos na cama), sendo amiga, te ouvindo, dando carinho, sendo uma pessoa bacana, e tudo que você tem pra mim são palavras de agradecimento? Tudo bem, meu bem, aceito de bom grado, mas não é bem isso que eu quero de você. Odeio homem assim, sabe? Que além de tímido é meio travado. Na verdade, não sei bem se odeio... Talvez... Eu goste, porque me desafia, porque você não se interessa só pelo corpo, você parece querer a alma. É daqueles que ainda acreditam no amor, que é romântico, que manda flores e um cartão com versos, você foge aos padrões e por isso admiro você, ou talvez, eu te ame. Não sei... Minha única certeza é que eu quero você pra mim. E quero assim, entre abraços e carinhos, quero que segure minhas mãos me olhando nos olhos e sendo exatamente isso que só você sabe ser. Sendo humano, sendo sentimentos, os mais intensos e desconhecidos por mim. Sei que você tem seus dilemas, mas isso pra mim pode ser um detalhe, porque estou decidida a te ter mesmo assim. 

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Mas querido, só um pedido, não dificulte tanto. Eu entendo suas mágoas, e como as entendo, acredite, mas não vivemos de passado, e se houveram momentos ruins, veja bem, houveram. Não é lindo este verbo assim conjugado? Vivamos o agora, nós dois, você me ensina a ser mais humana, a ser amor, e eu te ensino a enlouquecer um pouco. Sejamos um Yin e Yang as avessas, mas tão delicioso quanto.

 

Teria coisa mais gostosa que unirmos a volúpia ao amor?

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Escrito por Manu às 11h54
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01/04/09

"Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:

Sou seu amor! E estou Aqui!"

 

(William Shakespeare)

 

 

Voltei a ler Shakespeare. Este é um sinal claro de que eu não estou bem. Ótimo isso, hein?! Só falta eu mudar o layout do blog, e colocar tudo rosa com borboletas na seta do mouse... ai...

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Escrito por Manu às 14h07
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31/03/09

Acho que nunca deixei esse blog tanto tempo assim, abandonado... Para não deixá-lo tão carente, algo que recebi por e-mail hoje, e adorei! Segue:

 

 

TODAS AS MULHERES (E HOMENS) PRECISAM LER:

 

Bunda mole é ?

Belinha acordou às seis, arrumou as crianças, levou-as para o colégio e voltou para casa a tempo de dar um beijo burocrático em Artur, o marido, e de trocarem cheques, afazeres e reclamações.

Fez um supermercado rápido, brigou com a empregada que manchou seu vestido de seda, saiu como sempre apressada, levou uma multa por estar dirigindo com o celular no ouvido e uma advertência por estacionar em lugar proibido, enquanto ia, por um minuto, ao caixa automático tirar dinheiro.

No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e pensava quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa mulher grisalha.

Chegando ao escritório, foi quase atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a nova contratada da empresa para o cargo que ela, Belinha, fez de tudo para pegar, mas que, apesar do currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu.

Pensou se abdômen definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata, porque no meio de uma reunião ligaram do colégio de Clarinha, sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor de ouvido e febre.

Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria que lidar nos próximos meses.

Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado.
Pensou em tudo que ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor.

Abandonou a droga do carro avariado, pegou um táxi e as crianças.

Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra da pasta com o relatório que precisava ler para o dia seguinte no escritório!

Telefonou para o celular do marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na empresa, mas a bosta continuava fora de área.

Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra dos documentos.

Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as crianças, fez a porcaria dos deveres com os dispersos e botou os monstros para dormir.

Artur chegou puto de uma reunião em São Paulo, reclamando de tudo.
Jantaram em silêncio.

Na cama ela leu metade do relatório e começou a cabecear de sono. Artur a acordou com tesão, a fim de jogo. Como aqueles momentos estavam cada vez mais raros no casamento deles, ela resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar.

Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo, sentiu uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário:

- Tá ficando com a bundinha mole, Belinha... deixa de preguiça e começa a se cuidar..


Belinha olhou para o abajur de metal e se imaginou martelando a cabeça de Artur até ver seus miolos espalhados pelo travesseiro!

Depois se viu pulando sobre o tórax dele até quebrar todas as costelas! Com um alicate de unha arrancou um a um todos os seus dentes depois deu-lhe um chute tão brutal no saco, que voou espermatozóide para todos os lados!

Em seguida usou a técnica que aprendeu num livro de auto-ajuda: como controlar as emoções negativas.

Respirou três vezes profundamente, mentalizando a cor azul, e ponderou.
Não ia valer a pena, não estamos nos EUA, não conseguiria uma advogada feminista caríssima que fizesse sua defesa alegando que assassinou o marido cega de tensão pré-menstrual...

Resolveu agir com sabedoria.

No dia seguinte, não levou as crianças ao colégio, não fez um supermercado rápido, nem brigou com a empregada.
Foi para uma academia e malhou duas horas.
De lá foi para o cabeleireiro pintar os cabelos de acaju e as unhas de vermelho.
Ligou para o cliente novo insuportável e disse tudo que achava dele, da mulher dele e do projeto dele.

E aguardou os resultados da sua péssima conduta, fazendo uma massagem estética que jura eliminar, em dez sessões, a gordura localizada.

Enquanto se hospedava num spa, ouviu o marido desesperado tentar localiza-lá pelo celular e descobrir por que ela
havia sumido.
Pacientemente não atendeu.
E, como vingança é um prato que se come frio, mandou um recado lacônico para a caixa postal dele.

- A bunda ainda está mole. Só volto quando estiver dura.

Um beijo da preguiçosa...

(Extraído do livro: Este sexo é feminino /Patrícia Travassos).

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Escrito por Manu às 15h33
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